terça-feira, 28 de Abril de 2009

Mau tempo

Eram 2 da manhã e chovia a potes. Entrou em casa ensopado. No quarto a mulher fazia amor com o seu melhor amigo. Se tivesse chegado 12 horas mais tarde não teria apanhado nem chuva nem a cama ocupada. O tempo tem destes sortilégios: nunca agrada a todos ao mesmo tempo.

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

A megera

A megera
É uma fera
Que é bera
Platinada no pensar
Rainha por coroar
Dita leis ao calhar
O que agora é branco
Daqui a 5 minutos é preto
O que ontem estava à direita
Hoje já guinou à esquerda.
Como que por devaneio
de artes mágicas,
Na sua presença tudo muda,
Tudo se altera,
Tudo roda
Tudo gira 360º
Para depois ficar tudo
no seu estado original.
Platinada no pensar
Rainha por coroar
Dita leis ao calhar.
A megera
É uma fera
Que é bera
Tudo na mesma vai ficar.

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

A Vitória da Conquista

A minha 14ª crónica no Semanário Transmontano tem como pretexto o fantástico nome de uma cidade brasileira, derivando depois para outro assunto. Leiam a crónica e comentem. Muito obrigado.

(foto retirada de http://osvaldobatista.wordpress.com/2008/page/26/)

terça-feira, 21 de Abril de 2009

Mudanças

Cansado do visual do blog, eis que o administrador do mesmo o mudou de novo. Agora o blog está ainda mais bem compartimentado, sendo de leitura mais fácil. É bem possível que ainda se façam uns pequenos ajustes mas para os próximos tempos é este o novo visual do blog, que também pequenas funcionalidades acrescidas. De qualquer das formas, aceitam-se sugestões.
Aproveitando a ocasião, regressam as fotos ao blog. Elas ficarão no final da coluna da direita. Mas entretanto estão expostas neste post, como poderão ver.
Por outro lado, os anúncios adsense também estão mais sóbrios. É só clicar para uns cêntimos facturar!
Já agora aproveito a ocasião para agradecer ao Vasco Nunes, o único seguidor assumido deste blog,e que tem um excelente blog de música. Tanx, Vasco!
Muito em breve (espero) será comunicada aqui uma excelente notícia. A seu tempo, serão informados. Muito obrigado e vão aparecendo por aqui. Nem que seja uma vez por dia.

domingo, 19 de Abril de 2009

Recaída

Frederico Tombo caminhava pela rua. Tropeçou e caiu. Levantou-se, sacudiu a roupa e continuou a andar. Vinte metros mais à frente tropeçou outra vez e caiu de novo, para nunca mais se levantar. No hospital os médicos foram unânimes: Frederico Tombo tivera uma recaída e esta tinha sido fatal.

sexta-feira, 10 de Abril de 2009

O pensamento de uma torneira seca

"Não posso dar mais do que aquilo que tenho. Esgotei-me. Dei tudo a quem não mereceu, não tenho nada para quem merece."

(clip de Owen Cook, da música La LLorona, de Beirut)

domingo, 5 de Abril de 2009

A dúvida

O assunto era sério. Muito, mesmo.
4 da manhã e ela ainda não tinha chegado a casa.
O problema não era ela estar fora àquelas horas. O problema era outro: ela não tinha dito nada.
Saíra do emprego por volta das 7 da tarde. Disse que ia beber uma cerveja com uma amiga. Pois, eu nem sabia que amiga era essa. Se é que era amiga.
Havia umas 3 ou 4 semanas que ela andava estranha, mais metida com ela. Enfim, ausente. Mas na cama continuava tudo bem. Talvez bem demais. De facto, não me lembrava dela assim. A brincar, eu dizia-lhe que era da idade. Tinha acabado de fazer 30 anos. Estava mais afoita e ousada. E queria tudo, agora de uma forma ainda mais crua e directa.
Talvez se quisesse agarrar à ideia de que me amava ainda. Ou que me queria mais do que nunca. Eu não acreditava. A fúria do amor dela era uma angústia que me deixava perdido. Chorei uma vez, depois de um orgasmo. Ela pensou que era felicidade. Eu sabia que era desespero.
Liguei várias vezes para o telemóvel. Nada. Desligado. Será que a bateria tinha ido abaixo? Ou, simplesmente, tinha-o desligado?
Se fosse esta última hipótese então teria que perceber o que ela teria estado a fazer de tão importante que justificasse o telemóvel mudo.
Com esse pensamento que me abrasava as entranhas, tive uma estranha tontura, um momento de quase calma. Por momentos duvidei que o meu coração estivesse a bater. Sentado na cama, encostado à almofada, levei a mão ao peito. E, no lugar do esperado batimento, não senti nada. Nada mesmo.