segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

bate-bola

ping .
pong O
ping .
pong O
ping .
pong O
ptoing
ptoing
bola na rede
ping .
pong O
ping .
pong O
ping .
pong O
zuuiif
bola fora
ping .
pong O
ping .
pong O
ping .
pong O
plaak
ponto
muda o serviço
match point
ping .
pong O
ping .
pong O
ping .
pong O
ping .
pong O
game over

quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Este blog foi mobilado com estantes!

Agora que os posts são mais que muitos neste blog, foi chegado o momento de os arrumar bem, para uma mais fácil consulta. Assim, no final da coluna da esquerda do blog (a coluna dos menus), já poderão encontrar as estantes nas quais os textos se encaixam. É de notar que alguns deles (dos textos) têm o dom da ubiquidade e, por esse motivo, aparecem em mais de uma estante.
Vasculhem as estantes que quiserem e boas leituras. Nem que seja uma vez por dia.
Muito obrigado.

Nota: relembra-se que no final de cada post está pelo menos uma referência a uma estante.

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Penipilho, o Magnífico

Do alto da sua torre erguida,
Eis Penipilho, o Magnífico:
00==D
Agarrado à sua aljava
O valoroso guerreiro
Meditava, coçando um
Formigueiro.
Tudo o que a sua vista
Alcançava,
Teimava que era seu:
(.)(.) (i) ( | )
“Ah, que bela visão
Tudo tão perto,
Ao alcance da minha
Mão.
E não sei se me contenha
Tal é o meu ardor.
É provável que venha
A provocar alguma dor.”
Mas não havia sinal de
Algum temor.
A perder de vista,
As damas da visão
(.)(.) (i) ( | )
Apenas exclamaram:
“Tu, Penipilho, o Magnífico?
Serias Magnífico se não fosses
Anão.
Mas mesmo gigante
00============D
Não te queríamos, não!”

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Copo cheio

— Despeje mais, se faz favor.
Atrás das vidraças amplas já se via o começo da noite, embora riscos laranja e rosa – resquícios do dia que findava – atravessassem os céus como pinceladas num quadro.
— Um pouco mais.
As pessoas acotovelavam-se perto de uma mesa rectangular, procurando chegar-se à frente para reclamar um copo de vinho e rapinar umas tapas indistintas ou uns amendoins rançosos.
Três meninas de fatos escuros e sem decotes explosivos serviam copos de vinho a quem os quisesse provar. A um canto da mesa alguém tentava dissertar sobre a bebida em questão mas era difícil escutá-lo. Uma das meninas empertigou-se com um dos provadores.
— Desculpe, já é o terceiro copo que lhe sirvo. Não pode ser! Assim não dá para toda a gente.
Metido no seu melhor fato domingueiro, mas muito coçado, esticou o braço, mostrando uma mão calejada e rugosa, que agarrava com firmeza o copo.
O homem não desarmou.
— Menina, despeje mais um copo porque um vinho como este eu nunca bebi e provavelmente nunca mais beberei outro igual.
A jovem fixou o homem e julgou ver um brilho quase a transbordar dos seus olhos e, pela última vez, serviu-lhe mais um copo cheio.

(imagem retirada de http://www.flickr.com/photos/katiew/107161419/)