Domingo, 7 de Outubro de 2007

Quando está sol

quando está sol uso um chapéu
^
quando faz vento o meu cabelo ondula
~
quando a noite é límpida vejo estrelas
***
mas quando me fecho apenas vejo grades
#####
aí cerro os olhos e parto para longe

para muito longe
∞ ∞ ∞
e penso em ti, de uma forma urgente
(.)(.)
muito urgente

então vejo de novo o sol
e quando está sol uso um chapéu
^

6 comentário(s):

Sónia disse...

Olá!
Voltaste com uma inspiração divinal!
Parabéns pela tua escrita maravilhosa!
Beijo

Maurette disse...

Eu simplesmente ADOREI esse poema! Na história da poesia brasileira, Drummond, Bandeira e Gullar experimentaram assim como você. Veja Drummond, por exemplo:

"Vem da sala de linotipos
a doce música mecânica."

Ou

"Esta é a orelha do livro
por onde o poeta escuta
se dele falam mal
ou se o amam."

Beijo
Maurette

alf disse...

Continuas a surpreender. É divertido, original, irreverente. O certo é que já o li meia duzia de vezes... Parabéns

João Nunes disse...

lol
andas inspirado!

Iharah disse...

Poesia visual!!!!!
Adoro!

kiss

Feitixeira disse...

Um poema maroto e engraçado, com a tua habitual inspiração gráfica...
De tirar o chapéu (mesmo ao sol)*

Beijinhos solarengos*